Sem esmolas.


Como toda feira: Muita gente,
muito barulho, muita comida e cheiros
para dar e vender.
No meio da bagunça, um som.
Era uma sanfona quando conseguiu ouvir mais de perto, um cego que tocava, um cego que parecia gostar de viver, e olhando para a sanfona, cantou o trecho:
-"...deus do céu ai, por que tamanha judiação..."

Planta, pimenta, torta, espeto, cerveja, vestido, brinquedo, colher de pau...

Não estava com dó do velho, nunca esteve. Estava pensando nela.


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