Eu e o frânces despindo o rei.

O dia de apresentar sobre ele chegou, comecei contando a fábula do rei, de Andersen, aquela em que ele pensa que está bem vestido mas está nu. E dessa forma trilhei meus colegas para a palavra: ilusão, chegando a deus, e ao "Projeto hedonista ético" de Onfray (que criou uma universidade em Caén sem fins lucrativos, para ensinar filosofia para as pessoas, sejam elas de qualquer tipo) achei o cara um máximo, aliás, quando comecei a saber sobre quem eu pesquisava, me achei sortuda de ter pegado um filósofo do qual os pontos de vista não são tão diferentes dos meus. Foi um acaso muito lindo mesmo, e eu fiquei feliz. Onfray diz em Tratado de Ateologia: "Os três monoteísmos, animados pela mesma pulsão da morte geneológica, partilham uma série de desprezos idênticos: ódio à razão, ódio a liberdade, ódio a todos os livros em nome de um só, ódio à vida, ódio a sexualidade, às mulheres, ao prazer, ódio ao feminino, ódio aos corpos, aos desejos, às pulsões. Em vez de tudo isso, o judaísmo, o cristianismo e o Islão defendem: a fé e a crença, a obediência e a submissão, o gosto pela morte e a paixão do além, o anjo assexuado e a castidade, a virgindade e a fidelidade monogâmica, a esposa e a mãe, alma e o espírito.
A apresentação foi tranquila, no começo eu fiquei nervosa mas depois pareceu que eu não estava mais na sala, eu estava comigo, falando o que eu queria, pensando alto, e quando dei por mim, estava levando assobios e aplausos altos, e então vi o rosto agradável e pela primeira vez diferente da professora para mim, nao que ela tenha concordado, mas eu gostei. Creio que ganhei mais que pontos.
Hãm, isso salvou minha terça, os dias não andam muito legais, e como diz na música: "e eu que andava triste, descrente desse mundo, ao encontrar você eu conheci, o que é felicidade meu amor..."
É...valeu Onfray! :)
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