A morena já está de guarda, ela pensa que é um grande rotivaler. Mas ela é a menor da casa. Ela fica do lado, grande soldado acompanhando o prazer matinal do segundo menor da casa. Ele gosta de ler. Em tempos de muitos egos, indiretas e ignorância compartilhada, ele já é o rei. Pra ele não importa se é sábado de manhã, no seu reinado, sem valer nota, sem valer dinheiro, sem ameaças... criança lê por puro prazer. Por dentro ele mal sabe, mas só por isso ele já é grande... Grande de verdade. Quem sabe a Morena também não é, com tanta valentia e coragem. Ela acredita mesmo que é um rotivaler. Ele vira as páginas, ri, arruma os óculos, balança na rede com o livro em mãos...é sábado e são 426 páginas. Ela fica de olho, as vezes levanta as orelhas, olha para os lados. Nem meio dia ainda...Ele lê, ela vigia e eu já por dentro dos cheiros, do que o destino quer com isso, dos sinais da vida, dos submundos dos meus lados... ele lê, ela vigia e eu já desconfiada, já tem um castelo, já tem um rei, já tem um soldado...ele lê, ela vigia, e eu criando minhas fantasias do dia pra amolecer um pouco, pra colorir um pouco, pra transformar a realidade. Nem meio dia ainda, sábado. Eu acordada, mas não aceito. Se ele rei, ela soldado... Quem sou eu agora?

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