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Mostrando postagens de 2025

Primeira batalha

Superei Dona Sara como quem supera um ex marido que muito marcou uma mulher separada, que já fora perdidamente apaixonada pelo casamento. Não parece que foram 3 anos de convivência, parece que foram 666 anos. Ela visita meus sonhos, agora graças a Deus com bem menos frequência. Dona Sara talvez tenha sido um dos assuntos principais das minhas últimas terapias, quando eu ainda podia pagar para ser ouvida do mesmo assunto ininterruptamente. Eu já desconfiava que ela iria me demandar pelo seu temperamento impulsivo, pela forma que destratou das coisas dos demais irmãos, e pela demora que tratou do meu pedido quando pedi para sair. Confesso que tinha esperança que ela respeitaria nossa jornada sem tentar trancar algumas portas da minha vida. Dona Sara nunca soube encerrar ciclos. E é nítido que ela remói, que ela não é perfeita, apesar de ter se declarado uma semideusa mais de uma vez no salão. No fim sobrou os que sempre se acharam muito espertos com ela, no fim sobraram quem faria daquel...

Junho & Julho (2025):

meio água meio abaporu na praia meio costurada e tropicalizando na cicatrização de uma parte da alma mês 6 que mês meio besta meio fera meio mordido, mês que voou como um carcará, comendo minhas decisões firmes e caminhos necessários, não me mando do vento atento eu sigo desvinculo desvinculo e arremeço novas estradas novos degraus passagem esquisita nostalgia cinza limites e medos enfrentam-se ao som da quadrilha, da reta final do texto, da linha que passa pelo rio tocantins, do teto de palha de Filadélfia, do limão que me ascende na caipirinha que traz o mês 7 perfeito e assombrado eu me levanto meio arranhada, descoberta, me misturo entre lágrimas, rio, cachoeiras e sorrisos pólvora… e adeus mulher! adeus e madrugada ê… um fluxo, um desmanche, com tintas de sol, travessia, segredos, com tintas de calor, mentirinhas e receios… verdade ou consequência? quem posso ser agora? tenho sede do que parece e vem sendo desenhado a lápis algo se esvai e fica apenas e essencialmente poético. (pr...

especialista no amor

Teu nome iniciado com espécie de flor me causa agora vários espinhos.  Sinto vontade de voltar para um lugar que não existe mais há muito tempo,  sinto medo da minha saudade se descoberta me fazer ser assassinada em pensamento por você. Teu nome iniciado com a espécie da flor mais misteriosa que existe, agora me causa lágrimas  em todo ponto que me faz lembrar quem fomos. Chorar por tudo que parecia ser puro,  uma versão minha que nem se quer pode ousar em existir a essa altura do campeonato. Sinto vontade de nunca mais te ver e ao mesmo tempo sinto medo, muito medo de não conseguir  me despedir de você. Quem é que vai morrer primeiro? Quem é que vai ter justiça primeiro? Teu nome iniciado com a espécie de flor especialista no amor, me causa dor e saudade as segundas, quartas e sextas. Eu queria passar de carro pela tua rua, e deixar gasolina, acender um fósforo acidentalmente,  queimar aquela calçada fedida e cheia de restos de comida, em que já sorrímos e...

Capa preta

Nunca mais vi esse homem, o destino o levou, Será que ele volta por onde passou? Será que um dia ele vem em outro lugar me abordar? Pra o mistério das noites, enfim revelar? Se tudo em volta era apenas mentira, Quem era o cavalheiro que a dor me retira? Que não teve medo da minha tristeza, E trouxe o alento com tanta nobreza? Naquele dia em que o corpo falhava, E nada na mente o desejo acendia, Quem conversou quando a alma chorava? Quem foi o homem que me socorria? Se o que houve ali foi apenas fingir, Quem foi o Capa que me fez reagir? Quem limpou meus pés com a força da pinga? Quem me protegeu de toda mandinga? Quem soprou charuto em minhas mãos cansadas? Quem deu o gole nas madrugadas? Se ela não escolheu o tom de verdade, Quem era a mulher, por traz do manto de “caridade”? O que ela buscava na minha coroa e estrada? Por que ajudava na caminhada? Por q...

a m a r & se armar

❤️‍🔥   Eu preciso te odiar  E ainda que eu ande pelo vale dos fdp,  não me tornarei um deles é preciso saber ser filha é preciso saber ser puta que ano é,  que ano nada doce,  porque muitas são as voltinhas dadas lá fora, muitas são as voltinhas observadas por dentro,  porque é preciso levantar a cabeça,  mastigar e engolir o processo me proteger agora mesmo de você  E depois de alguns “meu Deus”,  sempre vem um “agora eu entendi” Ressignificações,  quebra de paradigmas,  eu enfrentando todos os meus medos eu querendo viver  seu bolo e meu desgosto  seu aniversário e minha despedida eu e minhas coragens  meu medo de estar sendo observada eu tendo que ser maior do que eu  passei medos em segredos passei noites em claro memórias, descarregos e desapegos… do que era sínico do que era porco do que era mal do que parecia ser o que não era do que era uma merda gigante em segredo… por que tantas mentiras? quem é você a...