Minhas asas sem você
Eu pedia pra mim mesma que elas se escondessem, porque de alguma maneira você parecia ser dono de alguma coisa em mim. Eu pedia para que minhas asas ficassem quietinhas e que se prendessem dentro das minhas entranhas e talvez por isso sentia tantas dores por dentro.
Eram duas asas brancas lindas que eu tinha, mas que por algum motivo doentio você não podia as ver. E ao mesmo tempo em que eu estava completamente no paraíso com você, eu também estava no inferno, todo santo dia.
Acho que ouvi tanto das suas mágoas que não queria jamais te machucar com meu próprio jeito de ser, então eu decidi esconder minhas asas, mesmo sabendo que deveria ser eu mesma com qualquer um, e principalmente com que se está apaixonada.
Acho que ouvi tanto das suas mágoas que não queria jamais te machucar com meu próprio jeito de ser, então eu decidi esconder minhas asas, mesmo sabendo que deveria ser eu mesma com qualquer um, e principalmente com que se está apaixonada.
Mas não dá pra esconder uma coisa que cresce dentro da gente. Não dá pra esconder uma coisa que nasce pra ficar do lado de fora. Além do mais, eu sou muito magrinha e acho que foi por isso que fui ficando cada vez mais fininha, fininha, fininha...
Pois toda asa é igual. Toda asa precisa bater uma hora ou outra. E se eu pensava que você me sufocava, imagine elas! Imagine elas em cada tentativa frustrada de voo, em cada esforço dentro da minha caixa toráxica, presas pelos meus ossos e apertando alguns dos meus orgãos...ah, elas sugavam uma energia absurda do meu ser e eu fui ficando cada vez mais fraca.
Pois toda asa é igual. Toda asa precisa bater uma hora ou outra. E se eu pensava que você me sufocava, imagine elas! Imagine elas em cada tentativa frustrada de voo, em cada esforço dentro da minha caixa toráxica, presas pelos meus ossos e apertando alguns dos meus orgãos...ah, elas sugavam uma energia absurda do meu ser e eu fui ficando cada vez mais fraca.
Não é fácil suportar duas asas enormes que apertam todo o seu corpo, não é fácil se reprimir.
Elas queriam mais do que tudo voar, e eu esconder porque se não estaria te destruindo, não era isso? E o amor não destrói, o amor constrói e é preciso confiar sem medo, mas nem todo mundo consegue e é ai que todo mundo perde seu grade segredo.
Era um sacrifício e infelizmente não pude deter como começava a te detestar intimamente cada dia mais. Assim, como também não tive mais forças pra segurar minhas asas tão reprimidas e machucadas sem nunca terem voado.
Um dia, lembro-me bem, elas apelaram. Eu estava tomando um banho quando prendi meus cabelos e percebi dois buracos estranhos saindo das minhas costas.
Foram as asas! Estavam dispostas a sair de qualquer jeito! E várias vezes antes de tomar banho eu via dois buracos querendo crescer e as asas prontas pra sair, então eu ligava pra aquela amiga de confiança, e ela me ajudava com uma agulha e linha nas mãos a costurar todos os dias meus dois buracos nas costas para que as asas não saltassem.
Essa minha amiga saia da minha casa sempre com uma pena das minhas asas no bolso, dizia que eram sagradas e que o que eu estava fazendo não deveria ser coisa boa, mas que respeitava minha vontade porque me amava, era um sacrifício e infelizmente ela não podia me impedir mesmo pressentindo que no final eu poderia estar aos cacos.
Com o tempo os buracos só nasciam 1 vez por mês, mas ai eu já estava treinada, me costurava sem ajuda, me adaptava bem.
Uma noite, você me apunhalou pelas costas e eu mal pude entender direito mas eu senti aquele estorvo saindo do meu corpo! Eram as asas! Saltaram com toda força pelas cicatrizes dos buracos das minhas costas e me levaram pra bem longe de mim, pra bem longe de você, pra perto do céu que era o que elas mais queriam conhecer.
Elas queriam mais do que tudo voar, e eu esconder porque se não estaria te destruindo, não era isso? E o amor não destrói, o amor constrói e é preciso confiar sem medo, mas nem todo mundo consegue e é ai que todo mundo perde seu grade segredo.
Era um sacrifício e infelizmente não pude deter como começava a te detestar intimamente cada dia mais. Assim, como também não tive mais forças pra segurar minhas asas tão reprimidas e machucadas sem nunca terem voado.
Um dia, lembro-me bem, elas apelaram. Eu estava tomando um banho quando prendi meus cabelos e percebi dois buracos estranhos saindo das minhas costas.
Foram as asas! Estavam dispostas a sair de qualquer jeito! E várias vezes antes de tomar banho eu via dois buracos querendo crescer e as asas prontas pra sair, então eu ligava pra aquela amiga de confiança, e ela me ajudava com uma agulha e linha nas mãos a costurar todos os dias meus dois buracos nas costas para que as asas não saltassem.
Essa minha amiga saia da minha casa sempre com uma pena das minhas asas no bolso, dizia que eram sagradas e que o que eu estava fazendo não deveria ser coisa boa, mas que respeitava minha vontade porque me amava, era um sacrifício e infelizmente ela não podia me impedir mesmo pressentindo que no final eu poderia estar aos cacos.
Com o tempo os buracos só nasciam 1 vez por mês, mas ai eu já estava treinada, me costurava sem ajuda, me adaptava bem.
Uma noite, você me apunhalou pelas costas e eu mal pude entender direito mas eu senti aquele estorvo saindo do meu corpo! Eram as asas! Saltaram com toda força pelas cicatrizes dos buracos das minhas costas e me levaram pra bem longe de mim, pra bem longe de você, pra perto do céu que era o que elas mais queriam conhecer.
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