sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Caminho transformando o jardim em pedras.
As ervas daninhas vão ocupando um espaço.
Ele vê e nada faz
Ele não quer sua função
Caminho sabendo que as flores tem espinho.
Sangro um pouco, não como antes.
Todo mundo está aflito
Há uma guerra, não há paz.
Não vamos chegar juntos
Isso parece verdade
Não vamos e alguns já entenderam suas peças
Eu estava ramificada,
Horizontes,
Lados,
Agora,
curta,
curtinha...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

me enganei
tudo mentira
não dormi
não disse
não deu tempo
me abraçaram
sorriram pra mim
agora eu me pergunto se não sorriram de mim
que ilusão
ninguém cuidou
sumiu
meu deus do céu
apagou
desviaram o caminho
não avisaram
desincutiram
desincutiram
desincutiram...
meu tempo passou
nunca mais agora
nunca mais é tanto tempo
eu pensei que...
é tarde
agora não dá mais




quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

O teu nome, as cores, o corte, altura e a acidez... a capacidade de admitir, era bonito o suficiente. Já não estava mais fantasiando sozinha. Alguém estava realmente me olhando, mesmo que tudo que eu pudesse, desde o início e por fim, era apenas querer. Não posso escrever sobre o que nunca existiu. Não posso escrever sobre o que passou pela minha cabeça diversas vezes. Não posso escrever sobre besteiras que me aceleraram por dentro. Nem para onde eu olhava, para onde eu queria olhar. Os caminhos que eu fazia para os pequenos planos do dia, para as pequenas atenções na noite. Não posso escrever sobre aquelas portas de vidro. Sobre os chinelos de quem não vivia mais entre nós. O que é que eu via e a forma com que os dias começaram a se passar. O churrasco, o barulho das pedras. Não posso lembrar de gestos para que eu me sentasse, bem no início, bem ali do lado... e se eu tivesse sentado? Eu não posso escrever sobre o que alguns, ninguém, e todo mundo, viu. Era só aquela música que tocou, era só aquela hora que eu já estava conformada, dançando e feliz e ganhei uma explicação que nem ao menos pedi. 
Ah, se eu pudesse escrever sobre o que escutei, sobre o que me lembro, sobre minha coragem, sobre o que foi real e o que não foi. Mas eu não posso. Não posso escrever sobre o que não aconteceu de verdade. Eu não posso escrever sobre nada. Escrever é tão perigoso. Não posso me transformar numa doida de repente. Preciso me comportar, ser normal. Mas, ah, se eu pudesse escrever sobre a diferença de querer e poder, mas nem disso ao menos eu posso quebrar a cabeça, compartilhar... às vezes parece que enxergo as coisas do avesso, e todo mundo parece estar vendo da mesma maneira. Não posso escrever nem ao menos que eu me lembro daquela conversa, apesar de estar bêbada; e que uma alegria genuína se apossou de mim e ninguém seria capaz de entender o porquê, mesmo não se tratando de um sim. Porque ninguém haveria de entender o que é um privilégio. Sentir assim, existir assim. 


domingo, 11 de dezembro de 2016

o paraíso me pertence

Desapaixonei. Agora sim. Agora eu posso respirar. Agora eu posso recomeçar da onde eu havia parado. Agora eu posso seguir em frente de verdade. Sinto o cheiro do campo, escuto a música novamente, estou livre, ah... estou livre outra vez, nada mais pode me impedir de ser feliz. Minha existência é real, é rio, é grande. Meu mundo nunca mais cairá dessa maneira. Eu estou poderosa de novo, eu me transformo em um gato, eu me transformo em mulher, eu pulo, eu caio de quatro. Eu não posso mais morrer. Cada salto que eu dou são quilômetros de distância que me carregam sem quem eu possa medir a dimensão, sempre para a frente. Bem a frente do que eu possa enxergar. É excitante quando saio da terra, quando tento fazer giros no ar, quando percebo que é bem mais forte do que eu. Eu estou sendo carregada por uma força descomunal. Para frente. A coragem me abraça e me segura. Eu gostaria muito que isso tivesse um nome. Quando eu durmo, meus dentes não estão mais caindo nos meus sonhos. Estou realmente em pé. São novos tempos e o medo agora é meu amigo. Passa por mim como o vento, balançando meus cabelos, assobiando nos meus ouvidos, ventilando minha carne e fazendo o que faz de melhor. Uma prece, um alerta, mostrar meus limites. Eu estou coberta de trevos, a realidade está coberta de razão. Meu amor era fogo querido. Minha fantasia a minha sobrevivência. Mas eu não havia perguntado nada. Não importa mais por qual razão eu deixava com que você me arrastasse. Tão punida, tua indiferença deixou tudo mais do que claro... Fiquei obcecada por semanas... mas os dias teriam sido bem melhores nas minhas ilusões genuínas. Mas agora tudo se transforma e vira pó, e a verdade vem a tona. Sempre correndo sozinha no paraíso particular daqueles olhares, do desejo que rondava as paredes, os corredores, a pequena sala em que fui trancada, meu nome, as brincadeiras, e o rabo de todos os olhares que guardei. Isso foi real. Isso ninguém pode apagar. Que parte eu não fui capaz de entender? Nunca super, sempre eu. Do inicio ao fim. É assim que as coisas deveriam realmente ser. É assim que as coisas realmente serão. Vejo minhas coisas favoritas todas de volta. Já posso ver meus sorrisos todos de volta numa estante colorida. O paraíso me pertence, eu sempre soube. O paraíso sempre me pertenceu. Eu estou correndo dessa vez sem fugir. Eu já fiquei muito tempo presa aqui. Agora sim! Com os pincéis na mão pinto um caminho, risco as paredes, me direciono, eu estou indo... dessa vez não posso mais me enganar. A verdade, a verdade é tão dolorosa. Mas acima de tudo é a verdade... acima de tudo são as flores que devo colher para meus vasos, para cheirar, para plantar. Agora sim... 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Estrelas que não precisavam de céu

Não sei como funciona, todavia, ainda me excita as mais de não sei quantas cenas que não construí sozinha. As vezes me pergunto como seria entrar naquela casa e vê-la com outros móveis, com outras pessoas, com outros fantasmas. Nem parece que foi nessa vida. Nem parece que eu ainda existo. Nenhum pedaço meu está perdido de fato. Nenhum pedaço meu está no passado. E não me sinto triste com isso. Nada de anormal. Eu sempre quis um fim. Meu começo, minha saga. Ainda cheguei a querer acreditar que sentia mesmo. Mas ninguém trai a si mesmo. Tudo grita mais alto quando não se pertence de fato a alguma situação. E não posso mentir, que isso me dava um tesão cabuloso. Era o que mais me excitava desde sempre. Por favor não pare, continue, eu dizia depois de um palavrão que nem existia no meu vocabulário. Quem sou eu? Não sinto coesão em pedir desculpas pela verdade. Mas seria exagero não ter medo se ser estranha. Eu era uma mulher. Uma egoísta. Eu adorava ser tão ingênua e isso não matar uma vagabunda que sempre esteve na minha pele e espírito. Por que eu não aprendi a maneira correta de me comportar? Não sei como funciona, mas comigo sempre foi tão diferente... nenhuma delas pensava como eu. Só podem ter esquecido de me explicar as regras... de por que meu fogo era azul? Francamente... vai ver... vai ver que fui sempre uma doida. De verdade mesmo. Naquele meu caderno preto, eu não falo sobre nada daquilo que pensavam, eu falo o tempo inteiro sobre tesão, uma situação confortável, cômoda, gostosa e prazerosa o tempo todo. Nova demais para brincar de amor. Nunca fiz sequer um coração nos livros de matemática, eram estrelas entende? Estrelas sempre! Estrelas porque eram difíceis de fazer, de ficarem perfeitas, das pontas se encaixarem de forma harmônica. Estrelas pretas e azuis, sem brilho, sem céu, sem lua. Estrelas que não precisavam de céu, e habitavam do lado das continhas erradas... todas erradas. Essa minha versão, essa versão ainda me excita. Não sinto nenhuma saudade. Respiro aliviada por ter vencido. Porém, vivo confusa na fantasia que eu encarei, na fantasia que se criou, na fantasia que eu sai correndo. Até hoje eu absolutamente não posso se quer dizer o que é que foi de verdade.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

às vezes decido ser armadilha

Tem um homem me observando por todos os lugares. Onisciente. Todos os lugares. Um homem na minha cabeça. Um homem no que eu deixei de dizer. Atrás das árvores, dentro do carro, das casas, sentado nos bares. Há um homem no céu me olhando, no trono me ordenando, na lua descobrindo o que eu não poderei ver. Existe um homem dentro do tanque, enquanto lavo minhas calcinhas. Um homem que respira dentro da água, que cabe num espaço minúsculo. Homens por todas as partes. Eu ando, ando, sem correr. Eles acendem as luzes para mim. Piscam o pisca alerta de acordo com os meus passos. Querem alguma coisa. Eu não sei o que eu quero. Amar é muito forte e o mundo dos fracos. às vezes decido ser armadilha, outras vezes subo lá em cima do muro e os espero com uma vara de pescar. Quando você esquece, quando você é apenas ser humano, alma perturbada, lá vem elas com seus cafés, fazendo questão de te lembrar que há um homem nos seus sonhos, dentro do seu quarto, observando se seus sapatos ainda estão sujos ou limpos. Cruzo as pernas, pego um vento...cuidado com eles! Há um homem me esperando também no futuro. Algumas coisas não são permitidas. Não são aceitáveis. Há um homem que chora no passado, há um homem que não é capaz de derramar uma lágrima. Há mais de nãos sei quantos homens mortos e mil homens vivos dentro da minha barriga. Velhos, meninos. O tempo todo esses meninos. Exames não vão dizer. Alma não fala. Espíritos são invisíveis. Não estou acorrentada. às vezes, só as vezes, todos eles nunca estão ali, estão por toda parte daquele jeito, mas nunca estão ali. Eles morrem de medo, ou sou eu. Pode ser mesmo que seja eu. Mas não sei mais falar, nem sentir. Não sou nem sequer obediente. E ainda me diziam que eu haveria de dizer sim, que eu haveria de dizer não, que eu haveria de dizer te amo. Homens por toda parte. Homens que sabem de tudo, homens que não entendem é de nada. 


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Já devia ter escrito sobre, mas me faltam palavras pra escrever sobre o que ainda sobrevive. Eu só posso, quando morto. Mortinho da silva. Abrir a porta do porão é arriscado, perigoso. Suspeitar é perigoso. Tem alguém aí? E então eu me afasto, dou mais passos para trás e tranco novamente. Te escondo. Estou infeliz. Mas depois me lembro que sempre fui um pouco. Está tudo anotado, desde sempre para que eu me lembre e não seja inédito. Para que eu ache a alegria anormal, a felicidade estúpida. Afinal de contas, a vida por si só é pessimista. Queria ter mudado meu roteiro, eu confesso. A decepção me abraçou com tanta força que estou sem ar em alguns dias da semana. Por algum momento achei que seria salva, mas não foi bem o que aconteceu. Eu ainda estou ali sobrevivendo. O calendário parou. As coisas estavam desmoronando, desmoronando... agora eu simplesmente estou flutuando perdida. Quanto inferno astral de uma só vez... e agora o mundo inteiro vai piscar e rezar como se nada tivesse acontecido. Alguém, por favor, me arranque de mim mesma. Quero me desligar. Eu queria estar realmente escrevendo sobre outra coisa. No início era realmente uma outra intenção. Mas cá estou eu aqui de novo, escrevendo sobre as bordas. As bordas que me apertam o peito e perturbam a alma.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

meus joelhos fortes, libertinos

Tirem essa girafa maluca da minha frente, ela não gosta de me ver contente. Animal paranóico, cheio de neuras. Não se contenta, não se contenta. Quer me parar, quer ser meu amigo, não se decide, não sai da frente. Me escuta, me vê chorar, me pede que pare, me pinta inocente, gosta de mim inocente, bem inocente. É assim que me faço pra me proteger... ah, se eu pudesse te dizer tudo, tudo e mais pouco, seria um show de escárnio, um exagero. Um descarrego, o diabo montado na minha garupa, meu sangue fervendo e o fogo saindo de todos os meus orifícios. Aí todo mundo ia ver que eu não sou flor que se cheire, que minha alma tá cheia de buracos negros permanentes, que minha história é mais profunda e meu humor vem do fundo do poço mais frio. Que ótimo pensarem que nasci ontem, que não sangro, que não carrego pedras nos peitos, que sou fácil para destruir psicologicamente. Que ótimo pensarem que cheiro rosas, que sou frágil, menina, menina, ah, menina! Eu não estou cega seus cretinos! Nunca estive cega...Nem surda. Nunca estive. Eu aprendi tanta coisa. Mas principalmente que sou maior do que vocês pensam. Eu estou muda. Perplexa. Raciocinando minhas fugas. Eu voei tão alto, eu me encontrava nas nuvens... e agora estou tentando não quebrar os ovos, procurando minhas saídas e minha cura. Ainda não sei, estou confusa, uma hora me sinto vacinada, outra hora doente. Quebrem o meu pescoço, parem de me torturar. Um dia acordo forte, no outro tenho certeza que estou enterrada. E a malícia que me pediam o tempo inteiro, eu sempre a via. Mas não desse jeito. Eu estou coçando minhas partes intimas. Querem que eu grite, sem gritar. Querem que eu peça, sem pedir. Querem que eu crie, sem criar. O que é que eu ainda quero ? Quem tem o poder? Como é que eu vou sair dessa sem tumores, sem cometer um assassinato e crimes. Eu estou virando uma bomba viva. Acumulando, somatizando, enclausurando. Eis que a verdade será a mesma de sempre, eu nunca vou pertencer a lugar nenhum, era o que eu dizia. Agora me apego a esse meio, a sujeira, mas a vida me fez sopro. Tinha quase certeza. Soprando de um lado para o outro. Derrubando os papéis, movimentando as cadeiras, espalhando a tinta, a poeira, limpando, desmanchando. A vida me fez sopro, era o que eu entendia. Qualquer dia desses, eu vou afogar um de vocês. Um por um. Vai ser um lindo passeio. Talvez seja disso que todos nós precisamos. Uma tragédia grega. Um melodrama. Ou então, eu vou fumar vocês, um por um. Fazê-los entender por dentro do meu cheiro, meu gosto. Eu quero correr... Mas que buceta! Devolvam minhas pernas, meus joelhos fortes, libertinos... Olhe só com quem eu tomo chá agora, com meu maior medo, com os fantasmas que torcem pela falta de saúde do outro, os fantasmas que torcem pelo tropeço do outro, os fantasmas que torcem pela pior das descobertas, os fantasmas que perderam o corpo por tanto veneno correndo dentro das veias. Eu estou podre, malandro. Me amputaram. Não me reconheço. Demasiadamente humana. Eu sinto muito, mas é a verdade. No transtorno fui transformada.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Um por um

Eu devia ter feito um escândalo, chegado mais perto, gritado bem alto, olhado nos olhos, ter passado um medo, dizer que era agora, que continua sendo verdade, que não era coisa da minha cabeça, que eu sonho, suspiro, respiro, torço e imagino. Devia, sei lá, ter feito um barraco, caído no chão, ficado em silêncio, empurrado o corpo, puxado os pêlos, dizer que nunca mais, que até poderia não ser tudo verdade, mas que alguma coisa de diferente acontecia. Poderia ter dito quem sabe , que nem tudo era coisa da minha cabeça mesmo, porém admitido, afinal eu não minto, e ter reclamado... reclamado bem mais! Perguntado, por que não? Passado na frente, passado do lado, saído por de trás do balcão, do sofá, de um lugar escuro. Ter feito parte de um presente ainda que fosse pra não ser futuro. Eu podia não ter me escondido, nem ter fingido, e ter cumprimentado um por um, não me esquivando do você. O que é que eu fiz afinal? Abracei o medo, me entreguei para o medo e deitei vazia mais uma vez. Não é sobre ser completa, em nenhum momento. Tantas horas ainda tive no dia seguinte, e ainda assim amarrada à todas as correntes que não deviam me pertencer. Tantas horas tive de uma noite inteirinha,  antes de ir embora, e ainda assim obcecada por todas as ausências. O que é que não me seduz o suficiente? O que é que me angustia inteiramente? O que é que me da coragem e vai me quebrando devagar e pausadamente? O que é que me faz chegar sorrindo, mas nunca me faz ir embora inteiramente do tormento? Tá cravado na minha alma ou foi por um momento? O que se reproduz aqui dentro que fico contando os dias, criando um tempo, sorrindo das memórias, acendendo velas, decorando um nome, a voz, e procurando uma pista em tudo que era dito, e mais ou menos não dito. Não aconteceu nada, olha só. Que tragédia nata. Quanta ilusão....encharco. Meu gozo reprimido. Masturbação impulsiva, libertina,
criativa...  Mil vezes,  minha alma cheia de teimosia. Os raios poderiam me partir, sinto que já se foi o prazo em que se poderia falar sobre. Se passa...sobra-se uma louca. Racional. Me atingir! Quem sabe não era assim que sairia rápido, como um eletrochoque, tudo... absolutamente tudo que eu construí na velocidade da luz, só pra mim. 

Belzebú me dê aqui um abraço!

O diabo vem comprando nossas almas, bem debaixo do nosso nariz. 
Não venha me punir, todos somos cúmplices.
Você está vendendo a música que eles querem, 
e eu usando tudo que eu sei fazer para convencer números.
Ele não precisa de algo que eu tenho, 
eu é que preciso de algo que ele tem.
No começo, 
bem sabia que poderia ser estranho, 
pode haver uma energia de injustiça no ar... 
mas tudo é tão ideológico, 
fantasia, 
e quem é que queremos enganar, 
se é desse mundo mesmo que fazemos parte?
Descobri numa madrugada qualquer, 
dessas que você pode estar numa festa, 
dessas que você pode estar com insônia, 
Amando, lembrando, dançando ou beijando um desconhecido, 
nós... 
nunca... 
nós nunca fomos anjos! 
Quando eu vi, já não suportava segunda feira.
Quando dei por mim, clamava pela sexta.
Se eu não fizer, alguém irá fazer.
Minhas costas as vezes doem...
Tem umas facas cravadas nelas
Foram eles e elas
As vezes sutilmente eles me odeiam
Outras vezes reconhecem que não há com o que se preocupar
São eles, 
Os dividendos
Os demais vendidos
Nosso time, nosso grupo, nossa...
Ele comprou, e cobra sem serpentes penduradas no pescoço.
Eu pensava que quando fosse, 
se fosse, 
Que haveria mais terror, 
uma dor sem cessar,
uma coisa meio doentia, 
vermelha,
preta, 
cabulosa...
Mas não... 
Belzebú me dê aqui um abraço!
É assim mesmo que são feitos os negócios.
Você mal percebe,
Você gosta até,
Fazemos parte disso. 





terça-feira, 8 de novembro de 2016

um poema pra tu

quando tu começa a ouvir Lirinha
eu já começo a rir de nervosa
desculpa, mas você é tão previsível
tá tudo indo pras festas de novo
belas, inesquecíveis, criativas,
ah, se eu tivesse perto já tava dançando no seu balcão
não tem mais a casa
e os problemas os mesmos
ah, seu eu tivesse perto já tava dançando no novo salão
pra você brigar comigo
pra te ajudar a ficar um pouco mais feliz
lá vem o passo a passo que você sempre faz 
mulher
vê se não espiroca
nem toma nada agora
espera... 
me espera que eu tomo com você...
vergonha,
tudo de novo
vai fugir até quando?
eu previa, eu te disse
eu prevejo
teimosa da gota 
lá vai você de novo cometer essas cenas
ouvir essas músicas
bater palmas pro nirvana
é tanto mecanismo que tu apronta no amor
é só uma partida 
outra vez
tu e essa mania de querer partir 
e se partir toda no meio 
toda vez isso,
qualquer dia desses eu apareço ai na sua casa
pra gente comprar comida do outro lado do bosque 
e você me contar
como agora você tem certeza que é realmente o fim

sábado, 22 de outubro de 2016

Amanhã, quem sabe... pode ser meu dia.



Cortei minha língua bem da raiz, não foi da ponta e nem do meio. Peguei a tesoura na segunda gaveta e cortei. Da raiz. Sangrou tanto, mais tanto... que nessa sala, eu só enxergo vermelho. Tem horas que eu acho que eu morri. Sinto gosto e cheiro de sangue. Estou angustiada, consigo entender tudo. De alguma forma eu ainda sobrevivo. Entalada e de maneira ruim, mas sobrevivo. Antes que infeccione, ou que eu caia dura no chão, não quero que ninguém se impressione comigo. Só quero que sirvam minha língua há duas mulheres que tem algo em comum. Ambas, mães solteiras e de belezas diferentes, e que por algum motivo pessoal, juntas, me passaram uma bela de uma rasteira. Com a minha ajuda, para variar. 

Uma delas é a loira, há quem tive coragem de ser eu mesma sem mal conhecer. Achava ela elegante, simpática, e foi com toda classe que ela ardilosamente me expôs, e entregou os fósforos para a morena. Só mesmo eu cortando minha própria língua para que a culpa de ter me aberto para quem mal conhecia, parasse de me fazer vomitar. Passa aqui dentro de mim, um filme na minha cabeça. O que mais ela deve ter feito com o que eu lhe confessei? Preciso aprender depois dessa que dá para ser menos impulsiva, que não há espaço para ser ingênua e inconsequente por mais que eu esteja num momento de estresse. Há pessoas que esperam pelas nossas falhas e aguardam para atacarem pelas costas. Há pessoas que parecem te admirar mas adoram uma maldade de vez em quando. Quando eu olho para trás, tudo caminhava a meu favor e para dar certo entre mim e a pessoa que poderia abrir os meus caminhos. Finalmente eu seria bem mais reconhecida... agora, bem no finalzinho... estraguei tudo.

O outro pedaço da minha língua quero que seja servido para a morena, a qual nunca entendi bem o porquê, mas se sentiu muito incomodada comigo. Vieram comentar que até da minha risada ela andou reclamando. O fato é que nunca lhe fiz nenhum mal. Sempre tratei com respeito e cuidado. E paro para pensar, qual seria o objetivo em ter acendido a fogueira... queimo e não vejo o que de fato lhe deu tanto prazer. Me pergunto... será mesmo que a morena estava se importando com alguém quando resolveu criar toda essa situação? Um dia hei de lhe perguntar que espécie de Deus é esse que ela tanto parafraseia que está em primeiro lugar. Algumas pessoas também já haviam me alertado para tomar cuidado com a inveja, que ela tinha sono leve. Sorrir demais pode despertar a infelicidade alheia, diziam. Mas eu sempre achei que tal despertar não fosse problema meu. Imagino como deve ser triste viver vigiando a forma de sentir e agir. Imagino como deve ser triste viver mantendo-se constantemente na linha. Que parte do meu jeito é um grande causador de problemas? Isso é realmente um problema? Talvez, minha cara... você precise se libertar. A tua fome é a pior que se pode ter, é desesperada e com sede. Pare de ser tão mal caráter. Não é por aí que se constrói caminhos com bases fortes pra te sustentar em momentos de crise. Cuidado, um dia você pode cair sozinha.

Para quem foi "vítima" do meu escárnio, afinal de contas, eu preciso me responsabilizar pelo que fiz, eu digo sem sombra de dúvidas que me perdoe. Não é assim que eu realmente te vejo. Foi assim que eu te vi. Queria muito ser compreendida, mas não sei nem por onde começar, pois eu mal me lembro do que eu disse.  Mas não sou apenas meu erro. Avalie como eu ajo com as pessoas e o que falo. Não sou apenas aquele momento conturbado. Não era eu quando eu disse tudo aquilo. Era o estresse, a pressão e o cansaço. E me envergonha e chateia saber que serei vista a partir de agora apenas daquela maneira. Eu disse muitas asneiras, eu estava cansada... e sou melhor do que isso, e tantas vezes errada, eu ainda floresço. Tudo mudou durante esses dias,  até com você eu já brincava, coisa que nunca tive liberdade de fazer antes. Eu mal me aproximava.  Nunca fui perfeita. Também tenho defeitos. Mas por onde a minha história passa, eu sou violentamente frágil e forte e eu nunca precisei ser perigosa, nem fazer maldade para atingir meus objetivos. Que fique claro que o mal se combate com honestidade. Me desculpe, eu não sei nem o que dizer além de que eu estourei, exagerei e falei demais com a primeira pessoa que encontrei, a ponto até de esquecer o que eu mesma tinha dito. Foi preciso me lembrarem para se ter uma ideia. Quem nunca foi radical e temperamental num momento de estresse que se atire a primeira pedra! Interpretei seu jeito diversas vezes, pelo lado ruim, admito. Isso é culpa também de pouca amizade entre mim e você. Tudo se esclarecia na minha mente... quem era quem e etc... e principalmente quem eu poderia ser. Me dê um crédito, eu entrei nessa sala crua. O fato é que quem antes só me via, agora me revê, graças a um trabalho de equipe. Eu enxergava uma evolução pelo caminho e você já estava nela como aliado. Quando tua reação mudou, muito me impressionou. Teu silêncio agora me é compreensível depois que soube do que se tratava. Porém, me tortura. Há um grande mal entendido nisso tudo. Um mal estar. E agora as paredes da sala não são as mesmas, e vejo minha colaboração querendo partir de tristeza... pois não posso ficar triste. Sou muito intensa. 

Eu me pergunto, aqui dentro da fogueira, se a solução é me anular, se cabe apenas pedir desculpas e partir, ou ainda se tenho forças para tentar vingar nessa história. Tenho certeza que nenhum dos sorrisos e pequenos prazeres do dia a dia que existiram, foram de mentira. Te peço, se possível, para que não me condene para todo o sempre. Faça ser eterno apenas o que tiver sido bom, e deixe o inferno ser o que ele é. Terrível e ilusório. Um dia, quem sabe... eu hei de ter defesa. Lamento por não ter percebido bem antes que poderia ter tentado chegar um pouco mais perto. Tudo poderia ter sido bem diferente. Não sou uma pessoa ruim, nem de ferro, e estou tão envergonhada e chateada quanto você. Mas de consciência e mãos limpas. 

Sirvam-se todos da minha língua. No começo, cheguei a pensar que eu realmente era alvo de alguma maldade, que eu era importante, perseguida, vítima. Agora eu sei que sou apenas uma peça no tabuleiro. Eu sou apenas de uma cor que nem existe nesse vale. Há tantas versões, tantas crenças, tantas desavenças por aqui... mas uma coisa é certa, a minha cor é incompreendida, e a sala não será vermelha pra sempre. Não estão todos contra mim. E de onde eu vim, muitas batalhas eu venci. Cuidado comigo... porque eu sou feliz mesmo. E essa infelicidade que não me pertence e chegou até mim, não vai me transformar no que me feriu. Quando eu choro é porque sou muito forte. Dessa vez vocês conseguiram. Amanhã, quem sabe... pode ser meu dia.  
Existe um punhado de verdades
Aqueles olhares não eram de mentira
Dentro de tudo que ainda não é coragem
Minhas pequenas ilusões
Nem precisam chorar
Há vantagens
E o resto dos anos pra acontecer
Tem tanta coisa reprimida
Não raciocino mais sem tendência
Há uma torcida
Grita-se
Meu nome
Há uma reza
Teu nome
E tudo que não foi dito
Por deus!
Nem toda cerveja do mundo
Seria suficiente pra despistar
Será que foi suficiente?
Eu não tenho feitiços
Nem desenvoltura
Envolve todo meu calor
Você tava cego
Uma hora vai rolar



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

a verdade engoliu meu nome

Não sou mais o que eu era. Tudo mudou. Há uma nova fase da qual eu não sei absolutamente nada a meu respeito. Sinto de perto os meus defeitos, e não sei sequer sentir os mesmos enjoos. Roubaram meu tesão foi cedo. Cedinho. Não sei onde ele está, nem se volta. Por aqui tudo dorme. E por ser outra, não sei também qual remédio devo usar,  nem se estou doente, nem se foi de repente, e o pior! Não sei nem mais se sou eterna... E eu era eterna até pouco tempo atrás, tenho certeza. Meu coração é quem sente. Me avisa de tudo, toda hora. Toda hora é hora de angústia e de procura. Quando eu quero adormecer, tudo está aceso e urgentemente querendo acordar. E quando estou acordada, eu me pergunto de que lado eu estou, e se não faço parte de uma grande ilusão. Ilusão da qual me é conveniente e sabe o preço da minha alma. Cada centavo dela. O caminho nunca será me entorpecer... e eu lá sabia se eu tinha preço! Eu me iludi de várias formas, é por isso que eu ainda estou viva... só por isso que eu ainda não cheguei nem perto de ser completamente ferida. Eu to de aço. É como se o que eu tivesse que fazer estivesse bem na minha frente, mas eu ainda não enxergasse de que cores... Mas, caindo na real... de que cor é a verdade mesmo? Namoro insistentemente a paranoia de hora em hora. Pedem pela verdade... buscar a verdade, buscar a verdade, buscar a verdade... agora ela me consome, me abraça no jantar, sumiu com minhas vestimentas e engoliu meu nome. Eu tinha algumas coisas preferidas, não sei mais quais são. Tudo deserto e metade do meu tempo não é meu. Eu vivo dentro de uma gaveta. O que eu estou deixando fazerem comigo, sou eu mesma que deixo? Pra onde eu posso ir? Estão me levando pra algum lugar... eu sei que estão. Há um cansaço, mil desejos e uma euforia de lascar... eu não sei, e me canso de procurar... o que é que ainda me pertence se não essa enorme confusão. Talvez isso seja eu agora. Uma hora, tudo isso que mudou parece partida, depois parece começo. Vai saber... parece que eu estou é fugindo. Eu quero correr, não deveria. Eu quero atravessar as pontes, não consigo pisar pra fora da terra. Quero gritar meu nome, quero que me escutem e não sei mais qual é o meu nome. Tudo é tão quadrado e obsoleto. Meu lugar não é aqui pra sempre, mas é como se eu ainda também não quisesse estar pronta. Eu fiquei, no final eu fiquei. Não é pra sempre, alguma coisa sempre me alegra com isso. Mas o tempo passa lentamente. E eu tenho medo que isso seja tortura, tortura que eu não aguente. Preciso descobrir meu nome. 



domingo, 11 de setembro de 2016

Minha barriga é a primeira a me empurrar
O desejo passeia pelo precipício
Domina minha mente por segundos
Me faz voar
A realidade me interrompe
Estou acordada
Estou sonhando
Estou viva e iludida
Te quero
dia após dia
Te imagino
Venha comigo
Há planos mentais por todos os lugares
Pelos comodos,
Pelas ruas,
Pelas falas que eu decoro
como se tudo fosse dar certo em algum momento...
Torço,
Para esquecer,
Torço,
Para lembrar
Eu sou torcida viva de hora em hora
Por que teus olhos não saem de cima de mim?
Por que meus olhos tem que fingir que não estão vendo?
Teu medo senta do teu lado,
Tua coragem sempre surpreendida
tentando não acreditar no que vê
Não se renda
Nunca vou pedir isso
Não seria bom que tudo começasse pela fraqueza...
Espero pois que passe
Depressa
Ou
Devagar
Bom é ser torcida viva




sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Raiz de repente!
Não foi uma ideia
Chegou...
Flor eu já não seria mais
Quebra-se meu vidro
Não é mais sobre espinhos
Não é mais sobre sementes
A terra fala de um abraço
Sem morte
Sem drama
De repente mesmo!
Quer um abraço e alcançar o céu
Me dividir em ramos
Me alcançar de todos os lados,
Pra cima! Quer me atingir!
Agora eu fiquei grande
Não é mais sobre espinhos
Não é mais sobre sementes
Ar... balancei, sem sequer sair do lugar...
Quando o vento passar, meus pedaços vão cair...
E eu vou continuar,
sem morte,
sem drama.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Se eu pudesse escolher para que parasse
Escolheria agora
E agora pararia
Agora cessaria
Agora seria perfeito
Trágico
Dramático
Seria amor.

E se eu pudesse ainda que por um segundo, ser tua...
Te devoraria até os ossos,
Chuparia toda tua carne,
Descobriria teus segredos,
E as peles grudariam até ser uma só

Não ia sobrar parede,
Não haveria mais chão,
Teus olhos seriam eternamente meus
O sol nasceria com a minha alma de novo

Ah, se eu pudesse escolher para que parasse agora...

Ah se eu pudesse realmente não me perder no destino que eu traço todas as horas...

Não ia sobrar dúvidas
Não haveria mais fugas
Meu corpo seria festa
E a lua brilharia sem fim

Agora, tudo se movimenta
Tudo me desorienta
E se eu pudesse escolher para que parasse agora, agora deixaria de ser eu.


Não adianta não gostar dela
ela está em todos os lugares
na esquina
no bar
dentro da sua casa
nos quartos...
ela está dentro de todos os quartos.
Entregue-se
Posicione-se
Escolha suas armas
Não adianta não gostar dela
todos lugares estão cheios dela
Mexa-se
Ela vai te engolir
Então mastigue primeiro
Vomite, se for preciso
Dentro da sua casa
nos quartos...
dentro de todos os quartos.
Entregue-se
Uma hora sempre vai

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Tem uma vela acesa nos meus dias
imagino o fogo o tempo todo
nada aconteceu
E ao mesmo tempo é tudo tão suficiente
teu nome combina com todas as cartas mentais que eu não escrevi
Quero teu corpo, tua pele, tua voz e a minha cura.
Tudo apertou de repente e se encorajou.
Eu devia ter te conhecido primeiro...
Quais são as regras agora
É tudo tão raro e infinito
Desconheço minha própria respiração.
Queria respirar assim sempre.
Existe uma certeza peculiar de que estou exatamente em tempo e preparada pra isso.
O que é intuição, destino...
As vezes você simplesmente não pode ser real...
Estou incomodada
Você podia ao menos não me olhar tanto
não me olhe
não me olhe
tua presença me interrompe
Cancela meus planos de esquecer
Por que eu preciso tanto de explicação?
Quem está confusa não sou eu
Tudo apertou de repente e se encorajou.
Eu preciso de um plano,
do teu jeito.


quinta-feira, 7 de julho de 2016

No pátio da escola

Conheci a Aline no pátio da escola correndo. Eu era uma menina medrosa e insegura. Não corria por medo de cair e ser caçoada pelos colegas. Aline não. Aline corria de uma ponta da escola para outra com muita rapidez, Aline voava. E se caísse e alguém vaiasse, Aline virava uma fera, se defendia, mostrava a língua e o dedo, e aos berros, espantava todos que tentassem rir dela. E era assim que ela fazia também com quem ela amava, era assim que ela também defendia o Luiz Fernando, seu irmão surdo. Apesar de chamar a atenção dele a maioria do tempo.
Foi assim que eu descobri que queria ser a melhor amiga da Aline naquela escola. Era daquilo que eu precisava para ser uma menina respeitada no meio daqueles lobos e para ter com quem contar quando alguém me caçoasse. Coragem, segurança e correr mais rápido e sem medo de cair. Foram as coisas que aprendi com Aline sem perceber. E foi com a Aline e seu temperamento forte, que eu também tive minhas primeiras brigas longas. Apesar de serem briguinhas de criança e depois de adolescentes se descobrindo, foi perto dela que eu percebi também que algumas coisas não valem a pena se deixar magoar tanto, porque o perdão é o melhor amigo de qualquer amizade duradoura e bem humorada. 
Houve um tempo inclusive, que o bom humor era a sombra da minha amizade com Aline, ficávamos duas horas no telefone tagarelando sobre tudo. Nós ríamos de tudo que era besteira, gostávamos de imitar as pessoas, de arrebentar nas peças teatrais da escola, de ter crises de risos sem limites e com o tempo... Percebi. Nós estávamos mudando, nossas personalidades foram ficando mais distintas uma da outra, e com isso também vieram novas crises, aprender a lidar com as diferenças. Mesmo assim, ainda corremos na chuva, fizemos gols no jogo de handball e rimos de nós mesmas. Aprendi com a Aline que era permitido preservar nossas crianças interiores pra sempre em algum pedacinho da nossa história, por mais que a vida adulta bata na nossa porta. Por que ser, ou fazer escolhas, diferentes, não me tornava menos sua amiga e vice versa. Nós finalmente e graças a deus, não estávamos mais na sexta série. Agora nós finalmente podíamos odiar matemática pra sempre, sem precisar de pontos. Agora eu podia ser escritora e jornalista. Mas foi aí que eu parei pra pensar: e a Aline?! E então a tristeza pairou. Aline não viria comigo pela primeira vez na vida. Não haveria primeiro dia de aula, nem trabalho de dupla. Eu ia pra faculdade e Aline continuaria no cursinho. Aline queria outra coisa, aline não desistia, aline corria de novo, dessa vez com os livros, sem medo de cair, até que ela passou. 
Doutora, médica e CDF. Era isso que a Aline queria ser agora. E conseguiu. Parabéns minha amiga. Nossa amizade sobreviveu firme e forte com as diferenças, e a tecnologia nos tornou próximas novamente. Com muitas novidades e histórias novas pra contar. E hoje, eu aprendi mais uma vez com você. Que a distância é apenas um detalhe pra quem realmente se gosta. Tudo que eu posso desejar depois de quase 11 anos de amizade, é que aja sucesso, e que continue correndo sem medo de cair. Ousada. Determinada e Corajosa. Características que hoje, também entendi que não são só suas, mas também as características que mantiveram nossa linda amizade e que nunca vão sair de moda, nem cair em qualquer pátio de escola. Por tudo isso amo e desejo sucesso a você.