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Mostrando postagens de julho, 2025

Junho & Julho (2025):

meio água meio abaporu na praia meio costurada e tropicalizando na cicatrização de uma parte da alma mês 6 que mês meio besta meio fera meio mordido, mês que voou como um carcará, comendo minhas decisões firmes e caminhos necessários, não me mando do vento atento eu sigo desvinculo desvinculo e arremeço novas estradas novos degraus passagem esquisita nostalgia cinza limites e medos enfrentam-se ao som da quadrilha, da reta final do texto, da linha que passa pelo rio tocantins, do teto de palha de Filadélfia, do limão que me ascende na caipirinha que traz o mês 7 perfeito e assombrado eu me levanto meio arranhada, descoberta, me misturo entre lágrimas, rio, cachoeiras e sorrisos pólvora… e adeus mulher! adeus e madrugada ê… um fluxo, um desmanche, com tintas de sol, travessia, segredos, com tintas de calor, mentirinhas e receios… verdade ou consequência? quem posso ser agora? tenho sede do que parece e vem sendo desenhado a lápis algo se esvai e fica apenas e essencialmente poético. (pr...

especialista no amor

Teu nome iniciado com espécie de flor me causa agora vários espinhos.  Sinto vontade de voltar para um lugar que não existe mais há muito tempo,  sinto medo da minha saudade se descoberta me fazer ser assassinada em pensamento por você. Teu nome iniciado com a espécie da flor mais misteriosa que existe, agora me causa lágrimas  em todo ponto que me faz lembrar quem fomos. Chorar por tudo que parecia ser puro,  uma versão minha que nem se quer pode ousar em existir a essa altura do campeonato. Sinto vontade de nunca mais te ver e ao mesmo tempo sinto medo, muito medo de não conseguir  me despedir de você. Quem é que vai morrer primeiro? Quem é que vai ter justiça primeiro? Teu nome iniciado com a espécie de flor especialista no amor, me causa dor e saudade as segundas, quartas e sextas. Eu queria passar de carro pela tua rua, e deixar gasolina, acender um fósforo acidentalmente,  queimar aquela calçada fedida e cheia de restos de comida, em que já sorrímos e...

Capa preta

Nunca mais vi esse homem, o destino o levou, Será que ele volta por onde passou? Será que um dia ele vem em outro lugar me abordar? Pra o mistério das noites, enfim revelar? Se tudo em volta era apenas mentira, Quem era o cavalheiro que a dor me retira? Que não teve medo da minha tristeza, E trouxe o alento com tanta nobreza? Naquele dia em que o corpo falhava, E nada na mente o desejo acendia, Quem conversou quando a alma chorava? Quem foi o homem que me socorria? Se o que houve ali foi apenas fingir, Quem foi o Capa que me fez reagir? Quem limpou meus pés com a força da pinga? Quem me protegeu de toda mandinga? Quem soprou charuto em minhas mãos cansadas? Quem deu o gole nas madrugadas? Se ela não escolheu o tom de verdade, Quem era a mulher, por traz do manto de “caridade”? O que ela buscava na minha coroa e estrada? Por que ajudava na caminhada? Por q...