Tetê
Mãos de fadas, mistério de bruxa, força da mata e uma mistura de roça que puxa. Com um maracá, fez a festa em segundos, Trouxe as crianças para nós, de outros mundos. Perdida! Eu, ela e os outros Mas alguém que ali descia Falando de eiras, de horas e de planos, Resolveu muito nó, de mais dez anos: "Vai ter que receber!”, dizia ela assim, Abrindo um caminho que não tinha fim. E dia após dia, no vira e desvira, A folha que cura, E a fumaça que tira, Eu, que era uma, fui sendo outras tantas, Eles também! Com ervas e banhos... Nas rezas santas, mel e dendê pipoca e não’s, O congar ressignificava vários corações. Nome de flor, passagens de dor, Dominou nossos combates, Construiu nosso amor. Mas fechava caminhos com seu braço fraco, Gritava pros netos, mudando de sorte: "Se eu sair pra te pegar, é peia na certa, pode acreditar!...