Velhas malditas

Quantas velhas malditas cabem no meu coração? 
Quantas doutrinas cabem na minha coroa? 
Quantas folhas contam minhas limpezas? 
Quantos vômitos contam o meu desespero e desistência?
Detesto todas vocês.
Cada uma em um local diferente do meu tempestuoso coração.
Como é horrível meu Deus pensar demais.
Como é horrível meu Deus viver no mesmo espaço da rivalidade feminina.
Como é horrível não ter a capacidade de seguir fingindo que não viu os erros.
A malícia.
A inveja.
A intriga criada no alimento da fofoca.
A disputa em segredo.
A manipulação em nome de algo maior.
O ego sobressaltado pós em nome do pai, do filho e do espírito santo.
Santo?!
Demônias!
Eu vou cachimbar pra você!
Eu vou acender vermelha e preta pra ela!
Eu vou dançar ao redor da fogueira contra ela também...
Malditas! Malditas velhas malditas.
Não quero sua mão tocando minha cabeça
Não quero sua fumaça dizendo o que viu em mim.
Não quero seu terço rezado no meu ouvido.
Detesto tudo que me levou a vocês.
Detesto ser a vítima
Eu quero ser a bruxa.
Eu quero o que vocês ja são.
Eu quero o desenvolvimento e a construção.
Eu quero descobrir tudo sem derrubar uma pena
Eu quero levantar gargalhando das minhas cicatrizes.
Malditas, malditas, malditas velhas malditas!


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