sexta-feira, 17 de março de 2017

O PACTO

O PACTO

Depois, ficou tudo tão esquisito...
Eu nem te falei do meu pacto.
Do meu pacto, com as borboletas.

Faltou tanta coisa,
Eu achava que teria tempo...
Eu estava certa,
Não teria era outra coisa.

No começo, pareceu estar acontecendo por circunstâncias fora de mim.
Forçado, doloroso, outras pessoas...
Mas no meio, não era mais. Nunca foi.
E no fim, eram elas!
Todas elas, sem tortura, aqui dentro de mim.

O pacto nunca foi traiçoeiro...
Eu que não sabia que dava pra ser igual
Tem um monte invisível aqui dentro!
E apenas uma, real, aqui fora...
A que chega voando e me dá um sinal!

Um sinal de que tudo que tá aqui fora importa
Um sinal de que tudo que tá aqui dentro cega, passa, transforma...

Eu achava que existia tempo,
Mudou tanta coisa,
Transformou!
Às vezes chego voando, dando sinal!
Depois, ficou tudo normal...
Inclusive meu pacto...
Meu pacto esquisito
com as borboletas.

Poema: Fernanda de Alcantara ✒💭
(Montagem de desenhos aleatórios que guardo do mundão virtual por aí, e me inspiram✏💭)



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